Introdução
O dióxido de titânio (TiO₂) é, sem dúvida, um dos insumos mais relevantes (e mais caros) na formulação de tintas. Sua função como pigmento branco de alta opacidade é indiscutível, mas a dependência de importação e os altos encargos tributários tornam esse componente um dos maiores vilões no custo de produção.
Neste cenário, a wollastonita micronizada nacional surge como uma alternativa técnica viável e economicamente estratégica, especialmente para fábricas que buscam estabilidade de custos, redução de dependência externa e maior previsibilidade tributária.
O Peso Tributário do TiO₂ Importado
Ao importar dióxido de titânio, a indústria brasileira enfrenta um conjunto pesado de encargos:
- II (Imposto de Importação): geralmente entre 10% e 12%
- ICMS (Diferido ou não): varia de estado para estado, podendo chegar a 18%
- PIS/COFINS-Importação: 9,65% cumulativo
- Taxas aduaneiras, armazenagem e logística internacional
Resultado: o custo por tonelada do TiO₂ pode saltar de R$ 13.000 FOB para mais de R$ 20.000 CIF com impostos e despesas envolvidas.
A Wollastonita como Alternativa Nacional
Em contraste, a wollastonita nacional micronizada (malha 325):
- É produzida no Brasil, com controle técnico e padrão industrial
- Tem custo por tonelada muito inferior ao TiO₂
- É tributada apenas com impostos internos (ICMS, PIS, COFINS) — sem Imposto de Importação
- Está isenta de riscos cambiais e variações logísticas internacionais
- Permite substituição técnica parcial de TiO₂ (até 30%) com manutenção da opacidade em tintas econômicas
Comparativo Prático: Custos e Impostos

Além do Custo: Estabilidade e Segurança de Abastecimento
A instabilidade do mercado internacional, guerras comerciais e variações no frete marítimo impactam diretamente o abastecimento do dióxido de titânio.
A wollastonita nacional oferece fornecimento contínuo, prazo de entrega reduzido e previsibilidade orçamentária, sem depender de câmbio ou importações.
Conclusão
Se a sua fábrica ainda não considerou substituir parte do TiO₂ por wollastonita nacional, está perdendo competitividade e pagando impostos desnecessários.
A wollastonita não substitui completamente o TiO₂, mas faz diferença real no custo final e estabilidade da cadeia de suprimentos.
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